top of page
Search
  • Aline Novais

QUERO ESTUDAR ASTROBIOLOGIA. POR ONDE COMEÇAR?

Bora sair do básico e aprofundar seus estudos na área? Essa thread traz exemplos de materiais em astrobio, mas também serve para qualquer estudo acadêmico.


Segue o post!



O passo-a-passo de como começar a estudar astrobio depende do seu interesse na área. Então começamos com a pergunta mais importante: Você pretende seguir carreira em astrobio, ou quer estudar por hobby?


Independente da sua resposta, o primeiro passo que eu recomendo é: PROCURE MATERIAL EM REDES SOCIAIS/ONLINE.


No Twitter, por exemplo, temos vários divulgadores (como eu hehehe) que falam sobre astrobiologia, além de astronomia, física e outros assuntos. Instagram, YouTube e plataformas de podcasts também são boas opções online com divulgação em astrobio.


Mas CUIDADO!


A dica para o sucesso aqui é seguir divulgadores de qualidade, e prestar atenção em conteúdos sem referências, imagens sem créditos, textos copiados, etc.


Por isso, deixo aqui duas listas do Twitter que eu fiz com sugestões:


- Divulgadores de astronomia brasileiros

https://twitter.com/i/lists/1276244754502737922?s=20

- Profissionais da astrobiologia (br e internacionais)

https://twitter.com/i/lists/1361387000541110281?s=20


Além disso, vale a pena acessar sites de fontes confiáveis como astrobiology.nasa.gov e exoplanets.nasa.gov, principalmente se você gosta de conteúdo interativo visual (ilustrações, vídeos, etc).


O próximo passo é saber que a astrobio é inter e multidisciplinar, e conversa com diferentes áreas. Por isso, é importante CONHECER OS DIFERENTES TEMAS que podemos estudar dentro da astrobio.


© European Astrobiology Institute (EAI)


Alguns desses temas:



- Exoplanetas (estrutura e composição, atmosferas)

- Planetas e satélites do Sistema Solar (Vênus, Marte, Europa, Ganimedes, Titã, Encélado, etc)

- Estrelas hospedeiras (composição química, zona de habitabilidade)



© NASA Ames/W. Stenzel


- Meteoritos, cometas e asteroides (água, moléculas orgânicas, panspermia)

- Extremófilos e vida alternativa (ambientes extremos, vida sem carbono/água, etc)

- Planeta Terra (origem da vida, química prebiótica, Terra primitiva, oceanos)


© N. R. Fuller/Topic Magazine


Essa thread do Twitter de 2021 ilustra essas áreas https://twitter.com/astroaline/status/1374746052906127360


Vale lembrar que, se a sua intenção é seguir carreira, também é possível trabalhar com o tema astrobiologia em áreas “mais distantes”, como filosofia, história, educação, jornalismo, etc.


Mas é claro que, na hora dos estudos, você não precisa se limitar em só uma área, né? Então vamos ao próximo passo: APROFUNDAR SEUS CONHECIMENTOS.


Chegou a hora de você sentar o bumbum na cadeira e se preparar para mergulhar na leitura. Pesquise por artigos, livros e trabalhos que elaborem cada vez mais cada um desses temas, e aos poucos vá se aprofundando.


Para isso, também tenho algumas dicas:



1. Leia em inglês


A maior parte do conteúdo acadêmico de astrobiologia (infelizmente) está em inglês. Se você está familiarizado com a língua, vá em frente! Mas caso ainda não seja, comece aos poucos.


Essa thread do Twitter tem algumas sugestões de livros em português, inglês e espanhol https://twitter.com/astroaline/status/1562862425028071424?s=20



2. Pesquise por palavras chave


Algumas sugestões na área de astrobiologia:


- life (vida)

- water (água)

- oceans (oceanos)

- microorganisms (microorganismos)

- organic molecules (moléculas orgânicas)

- prebiotic chemistry (química prebiótica)

- habitable zone (zona de habitabilidade)

- habitability (habitabilidade)

- biomarkers (bioindicadores)

- biosignatures (bioassinaturas)

- exoplanets (exoplanetas)

- exoplanet atmospheres (atmosferas de exoplanetas)




3. Procure materiais atualizados


Preste atenção na data de publicação dos artigos e livros que você encontrar, e dê preferência a trabalhos mais recentes.


A astrobio é uma área bem nova e que vem crescendo exponencialmente.


Por isso, dependendo do assunto, algumas informações podem estar desatualizadas (por exemplo, você pode ler em um artigo que já foram detectados 100 exoplanetas, mas sabemos que hoje esse número já passa de 5000).



4. Procure por artigos “review”


Artigos tipo “review” são ótimos para mostrar um panorama geral e atual daquela área. Ao mesmo tempo que os reviews não se aprofundam tanto em assuntos específicos, os autores indicam diversas referências de trabalhos que detalham esses assuntos.


Deixo aqui algumas dicas:

- Schwieterman et al. (2018) - “Exoplanet Biosignatures: A Review of Remotely Detectable Signs of Life”

- Cockell et al. (2016) - “Habitability: A Review”

- Seager & Deming (2010) - “Exoplanet Atmospheres”

- Shematovich (2018) - “Ocean Worlds in the Outer Regions of the Solar System (Review)”

- Kaltenegger (2017) - “How to Characterize Habitable Worlds and Signs of Life”

- Martins et al. (2017) - “Earth as a Tool for Astrobiology – A European Perspective”



5. Foque no resumo, introdução e conclusão dos artigos


Essa dica é de ouro e vale para qualquer área de qualquer ciência. Muitas vezes nos deparamos com artigos bem complicados, e são raríssimas as vezes que conseguimos entender todo o conteúdo daquele trabalho.


Por isso, não se desespere com cálculos ou técnicas da metodologia, e foque nos resultados finais. E não se esqueça das figuras!



6. Consulte as referências


Ninguém faz ciência sozinho, e todo trabalho cita trabalhos anteriores. Se você procura artigos novos, comece com 1 (pode ser um dos que eu citei) e veja se há trabalhos interessantes nas referências dele. Assim, você já tem mais material para ler!



7. Faça resumos do que leu


Muitas vezes precisamos lembrar alguma informação de um artigo, um capítulo de um livro, etc. Para não precisar ler o trabalho novamente, escreva um resumo com os pontos principais para consultá-lo no futuro.


Outra dica muito boa é aproveitar essa era online para assistir palestras e apresentações sobre astrobio. Várias instituições brasileiras promovem eventos acadêmicos, ciclos de seminários, e até cursos online!


Algumas sugestões:

- Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

- Observatório Nacional (ON)

- Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP)

- Divisão de Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

- etc


Assim, além de estudar astrobio, você fica por dentro dos trabalhos desenvolvidos pela comunidade brasileira, e ainda apoia a ciência local.



Em um próximo post pretendo falar sobre como trabalhar e seguir carreira na área de astrobio (iniciação científica, pós-graduação, educação nas escolas, etc). Se você tem interesse, por favor curta esse post!


Essas foram algumas dicas para quem quer sair do básico, e espero que te ajude a avançar em seus estudos! Outras dicas e sugestões são sempre bem vindas nos comentários.


Esse conteúdo foi postado inicialmente no Twitter. Você pode conferir o post original aqui.

0 views0 comments
bottom of page